“ o passado é meu algoz, não me permite o retorno, mas o presente levanta generosamente meu semblante descaído e me faz enxergar que não posso mudar o que fui, mas posso construir o que serei. Podem me chamar de louco, psicótico, maluco. Não importa. O que importa é que, como todo mortal,um dia terminarei o show da existência no pequeno palco de um túmulo, diante de uma platéia em lágrimas. Augusto Cury
Tente outra vez Veja! Não diga que a canção Está perdida Tenha em fé em Deus Tenha fé na vida Tente outra vez!... Beba! (Beba!) Pois a água viva Ainda tá na fonte (Tente outra vez!) Você tem dois pés Para cruzar a ponte Nada acabou!Não! Não! Não!...Oh! Oh! Oh! Oh! Tente!Levante sua mão sedenta E recomece a andar Não pense Que a cabeça agüenta Se você parar Não! Não! Não!Não! Não! Não!...Há uma voz que canta Uma voz que dança Uma voz que gira(Gira!)Bailando no ar Uh! Uh! Uh!...Queira! (Queira!) Basta ser sincero E desejar profundo Você será capaz De sacudir o mundo Vai! Tente outra vez!Humrum!... Tente! (Tente!) E não diga Que a vitória está perdida Se é de batalhas Que se vive a vidaHan! Tente outra vez!...
Caros brasileiros apoio e endosso as opiniões abaixo expressadas, a farra deve ser extirpada . Política é a religião da Pátria e essa apresenta-se gravemente enferma. Gabriel Guerrato
As revelações do uso abusivo de benesses por membros do Congresso, como passagens aéreas e auxílio-moradia, indignaram os leitores e foram o tema mais comentado, com mais de 300 cartas.
Não voto mais "Não tenho cota para alugar jatinhos. Não tenho cota para fornecer celulares aos meus filhos. Não tenho cota para oferecer passagens aéreas à minha sagrada família. Não tenho cota para usar a segurança do Senado em beneficio próprio. Não tenho cota para contratar funcionários da Câmara como doméstica. Não tenho cota para mordomias que são mantidas com o dinheiro do contribuinte. Mas tenho cota de decência e não compactuarei com a sem-vergonhice nem com a picaretagem. Como as "digníssimas excelências" legislam apenas em causa própria, farei o mesmo. Não votarei mais. Não se trata de votar em branco ou nulo. Simplesmente, nos dias de eleições, não comparecerei à minha seção eleitoral. Considero-me, doravante, isento da obrigação de votar em meliantes." LEÃO MACHADO NETO (São Paulo, SP)
Congresso fechado ""Acho que a imprensa quer fechar o Congresso", disse o deputado ACM Neto (DEM-BA), corregedor da Câmara. Que beleza, não? Digo eu: "O povo quer ver os bandidos renunciarem, pelo bem da pátria". Estou certo?" WALDEMAR F. PINTO (São Paulo, SP)
Moralidade "Moralidade é um dos cinco princípios constantes do artigo 37 da Constituição que rege a administração pública, e se aplica ao três Poderes ("A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência...'). Assim, não basta que haja legalidade em um ato da administração pública. É preciso igualmente que ele atenda à moralidade. Não é razoável que o povo pague impostos, que devem reverter para o bem comum, e que esses valores venham a beneficiar um político e pessoas a eles ligadas, ainda que um dispositivo legal o autorize a fazê-lo. Mesmo havendo legalidade, não pode, por uma questão de moralidade, nenhum servidor público valer-se daquela para qualquer tipo de benefício direto ou indireto." EDUARDO PAULO BERARDI JÚNIOR (São Paulo, SP)
A troca "Exigir aumento de salário em troca de transparência nas contas é uma afronta total, descabida e vergonhosa ao dinheiro público e ao cidadão ("Deputados querem mais dinheiro por maior transparência", quarta-feira). A que ponto chegou a dignidade e a honestidade do parlamentar brasileiro..." FABRICIO HARKET (São Carlos, SP)
O troco "O deputado Moreira Mendes, do PPS de Rondônia, afirmou ser "problema dele" o que foi fazer em Miami com a mulher e o filho com passagens da Câmara. Digo ao deputado que "não!", o problema é nosso! E o "monstro", como Juscelino Kubitschek chamava a opinião pública, dará o troco. Aguarde..." EDEMAR AFONSO GONÇALVES (Jaru, RO)
Igreja pega leve com Lugo Não é preciso ser teólogo para ver que há tratamento VIP para uns e cadeira na geral do inferno para outros
FILHOS FORA do casamento, todos nós os temos, não é mesmo? É o tipo de "acidente de percurso" que pega até os mais cautelosos na curva e que não faz distinção entre pessoas de bom ou mau caráter. E, muitas vezes, pela graça de Deus, o rebento não planejado acaba se tornando uma bênção na vida dos pais. Neste nosso canto de mundo, não damos muita bola para o que as pessoas fazem entre os lençóis. Arrisco dizer que, se Bill Clinton tivesse sido presidente do Brasil ou do Paraguai, seu maior problema em relação ao affair Monica Lewinsky teria sido renovar a fleuma ao abrir o jornal a cada café da manhã, a fim de digerir as piadas do Zé Simão. Vejo em uma pesquisa informal realizada por um site de notícias que a maioria dos internautas tapuias que se dispuseram a responder não vê nada de mais no fato de o presidente do Paraguai, o ex-bispo da Igreja Católica Fernando Lugo, 57, ser pai de um número até agora incerto de filhos bastardos. Apenas 5,36% acham que ele deveria perder seus direitos políticos. A maioria, 34,18%, acredita que Lugo deve ser obrigado a pagar pensão e não se fala mais nisso. Bem, só faltaria o presidente, que está sendo chamado de "o pai do Paraguai", não se ter conscientizado de que terá de fazer muita hora extra se quiser ver toda a prole na universidade. Acontece que, além de presidente, Fernando Lugo é ex-clérigo. E que os filhos (aparentemente, existiriam até seis reivindicações conhecidas de paternidade até o momento) foram gerados quando ele ainda era representante da igreja. Na quarta-feira, a terceira mulher veio a público para revelar que teve um filho com ele. A ex-coordenadora de uma pastoral paraguaia, Damiana Morán, 39, disse que um de seus meninos, de um ano, é fruto de "uma explosão de sentimento" perpetrada em sintonia com o ex-bispo. O nome do rebento? Juan Pablo, em homenagem ao papa João Paulo 2º. Não é irônico que o bebê com o nome do santo padre tenha sido concebido no que a Igreja Católica define como pecado? De minha parte, folgo em saber que um ex-bispo e uma mulher aparentemente mais devota do que a média são tão falíveis quanto o resto de nós, que, por mais que nos esforcemos, estamos sempre operando aquém das expectativas da igreja. Essa mesma igreja que, na quarta-feira, por meio de dom Orani Tempesta, um dos porta-vozes da CNBB, emitiu a seguinte opinião sobre o caso: "Cada pessoa responde à fidelidade ou à infidelidade daquilo que promete. Acho que não cabe à igreja julgar ninguém, mas a cada um de nós, vendo as coisas, dizer se está sendo fiel àquilo com que se comprometeu". Êpa, ôpa! Sinto aí um certo corporativismo em defesa do ex-colega. Se entendi direito, o bispo que virou presidente pode errar e se arrepender e não caberá a ninguém julgá-lo. Mas, quando os africanos decidem ser fiéis à ideia de usar preservativos para se defenderem de doenças sexualmente transmissíveis, aí a danação do inferno cai sobre eles. Ou, quando a mãe de uma menina estuprada pelo padrasto decide que a filha deve abortar, ela corre o risco de ser excomungada. E, quando os gays... Bem, deixa para lá, não é preciso ser teólogo para entender que existe tratamento VIP para uns e cadeira na geral do inferno para os menos privilegiados.
barbara@uol.com.br www.barbaragancia.com.br da Folha de São Paulo 24/abril de 2009
Mal Necessário Ney Matogrosso Composição: Mauro Kwitko
Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher Sou a mesa e as cadeiras deste cabaré Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo Sou a febre que lhe queima mas você não deixa Sou a sua voz que grita mas você não aceita O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam Nos bares, nas camas, nos lares, na lama. Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata Sou o certo, sou o errado, sou o que divide O que não tem duas partes, na verdade existe Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem Nos bares, na lama, nos lares, na cama. Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo O que sempre esteve vivo Sou o certo, sou o errado, sou o que divide O que não tem duas partes, na verdade existe Mas não esquece o que lhe fazem Nos bares, na lama, nos lares, na lama Na lama, na cama, na cama